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A GRAMÁTICA

Segundo o Aurélio é "o estudo ou tratado dos fatos da linguagem falada e escrita e das leis naturais que a regulam". E a arte de falar corretamente. O Aprendiz, como regra geral, pouco fala, mas o Companheiro para instruir-se deve manejar seu idioma corretamente, tanto no falar como no escrever. Sendo a maçonaria, também, uma Escola, essa parte que compreende a comunicação, deve ser fielmente observada; o Maçom deve ser humilde e aceitar as correções que possam lhes ser feitas. O discurso é a forma de o Maçom expressar-se aplicando o linguajar correto, buscando as belas palavras do vernáculo e fugindo da gíria; a perfeição é buscada também no uso da palavra. As regras vernaculares não podem ser deixadas para trás; a concordância os acentos e o belo discurso devem preocupar todo Maçom.

A RETÓRICA

Segundo o mesmo dicionarista, Retórica "é a arte de bem falar; conjunto de regras relativas à eloqüência; livro que contém essas regras; ornatos empolados ou pomposos de um discurso". É a arte que dá eloqüência, força e graça ao discurso. O discurso pode ser apresentado escrito ou de improviso; em ambos os casos, as palavras deverão ser "medidas", exteriorizadas com acerto e elegância, banindo-se os empolamentos supérfluos, os termos vulgares; sobretudo, ser comedido; diz o sábio: "Se queres agradar, fales pouco"; não é o discurso longo e cansativo, repetitivo e vazio que há de atrair as atenções dos ouvintes; cada palavra proferida deve ter o seu "peso" exato. A eloqüência surge do agrupamento de palavras corretas formadoras de frases exatas, obedecidas as regras gramaticais. Esta arte, nos dias atuais, não vem sendo observada, mas ela não caiu em desuso; o falar do Maçom deve, sempre, agradar; a frase deve ter o conteúdo sábio; o ouvinte deve obter desse discurso, o alimento espiritual e científico.

A LÓGICA

Prossegue o Aurélio: "Ciência que estuda as leis do raciocínio; coerência; raciocínio". Embora "ciência", não deixa de ser uma Arte; a arte do raciocínio metódico; o conduto do pensamento para que se torne compreensível; a colocação exata do pensamento a ser transmitido, usando as premissas corretas. A Palavra é um dom e quem o possuir não deve mantê-lo, apenas, para si, mas exteriorizá-lo. A Palavra consola, anima, excita e entusiasma.

A ARITMÉTICA

É a arte de calcular; é a ciência dos números; todo Maçom deve saber que é a chave de todas as ciências exatas. Ninguém prescinde da Aritmética no seu trato social. Difere da Matemática que é a ciência que tem por objetivo as medidas e as propriedades das grandezas.

A GEOMETRIA

É a arte de medir. O Companheiro inspirado na letra "G", que representa a imagem de inteligência universal, deve possuir o conhecimento sobre as medidas, medem-se todos os aspectos da Natureza exterior e interior; medem-se as palavras e as obras e para tanto, são usados instrumentos'específicos. Na construção, ela e vital porque nada pode ser feito, sem uma medida adequada, desde o ponto, às linhas retas e curvas e todas as demais dimensões.

A construção principal a que deve dedicar-se o Maçom, é a do seu próprio Templo, símbolo de presença de Deus em si mesmo, no seu corpo físico, mental e espiritual. Os instrumentos de medida são símbolos que devem ser usados com razão e equilíbrio.

A ASTRONOMIA

E a arte de conhecer os astros e os seus movimentos; não deve ser confundida com a Astrologia que é a "arte de e conhecer o futuro pelos astros".

Conhecer a lei que movimenta os astros, satélites, planetas é conhecer o Universo.maioria dos símbolos maçônicos têm estreita ligarão com a Astronomia. Há o Universo exterior e o Universo "de dentro"; conhecê-los é o maior desafio do Maçom. A Astronomia é simbolizada de forma genérica, na Abóboda Celeste dos templos maçônicos.

A MUSICA

É a arte dos sons e de suas alterações; em Maçonaria, os sons são considerados de importância relevante, a partir das "Baterias", de Aclamação, dos Tímpanos, dos fundos musicais, dos rumores iniciáticos. Os sons sensibilizam todo ser humano e conseqüentemente, a Natureza; o som é produzido pela vibração das moléculas do ar e podem ser definidos em agudos e graves.

A percepção das nuança sonoras apura o ouvido e sensibiliza a Audição.

Toda cerimônia iniciática e mesmo todo trabalho em Loja, não dispensa o fundo musical, tanto que é mantido um oficial como Mestre de Harmonia.

A educação do "ouvido", ou seja, o despertar da sensibilidade da audição, faz parte daquiloque Platão se referia como "música das esferas celestiais", que eram os sons que podia absorver do Universo, através de. um apurado ouvido espiritual.

Os sons propagam-se na atmosfera e são permanentes; os sons espirituais são como os de estratosfera: silenciosos, mas sempre, vibratórios.

A Música conduz o pensamento à meditação e das Artes Liberais, ela é a maior representação.

Essas vibrações, o Maçom as recebe através da Audição e do Tato; todo o organismo capta os sons, os detém, analisa e coloca no "depósito" que é a mente. O cérebro absorve todos os sons, sem limites e os acumula qual poderoso computador.


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